O pacóvio, o ingénuo, o inocente. Hum, gosto desses. Fáceis de domar, fáceis de os colocar aos meus caprichos, e não são muitos. Senta-se no bar o pacóvio de jeans e gel a olhar-me com aqueles olhos verdes de cavalo, esses mesmo, baba ,muita baba. No outro dia o Gustav apaixonou-se por uma loira oxigenada e deixou-me como um passo doble em decadência lenta , enervada, malas feitas, directa a Paris , até que ,
- O teu pai é ladrão? só pode! roubou o brilho das estrelas para o pôr nos teus olhos
Ah , ah, soltei uma gargalhada imensa , ah, ah, sim, pois claro.Virei.me , indiferente, inquieta o deixei, pendurado nos seus olhos lá estavam os sonhos dele , a mim, deitadinha , um corpete preto, uns seios arredondados e arrozados, um perfume no rio do meu peito, uma nascente mais abaixo, um ceú mais acima, sonha. Sonha alto o pacóvio português com a literatura mais barata que se esconde atrás das prateleiras dos super mercados. Ao que parece o August fugiu, ele uma prateleira, e mais um ármario, ambos iriam ser felizes e defronte de mim, triste sina esta,
- « estás presa esta noite. Acusação? o de invadires os meus sonhos. »
Farta dele, farta de tudo, farta do champanhghe que nunca mais chega, farta do August que partiu com o ármario e com o seu belo Cupra metalizado! Fecho a tampa do piano! agarro-lhe na gravata, puxo-a , junto dos meus lábios, lábio com lábio, a plateia , ansiosa, passo-lhe a língua pelo nariz fungoso pelos lábios macilentos um toque do saxofone e dou uso ao copo do champagne que lhe acenta que nem um chapéu e este filme daria um título O Pacman et Mia love, je n'e connais pas le fin , mas agrada-me mais os lábios macilento ,
- Então
que bem me pareciam na altura, melhores agora, o hábito faz o monge, reza o ditado, o hábito de soprar parece fazer milagres e desentupir as artérias e pôr a banda inteira em delírio para quem ouve , a contar do rés-de-chão, até ao sétimo andar, que eu gosto de escalas , para cima e para baixo apazigua-me, agrada-me correr , uma por uma, secção por secção, enquanto o pacóvio se torna a chacota dos amigos pacóvios
- Então!?
com o beicinho de fora , ah, quem me dera o Pierre da Noite passada. Saltou-me a janela , maldita criatura que me apetece agarrar e levar para casa, prênde-lo a cama e dizer-lhe « agora não sais daí» e tê-lo só para mim. Desabotoou-me o emaranhado soutien , enquanto me descobria os seios os seus olhos eram um barbeque e eu no espeto « seu louco!» ai, que saudades do Pierre. Saltou a janela, às 5 da manhã com o ladrar dos cães até que veio o pastor , « Malandro soltou-se ! » rasgou-lhe as calças e o cu de fora enquanto corria para o Audi , estacionado junto a uma pequena árvore, agonia total para a criaturinha! O pacóvio a exibir os seus sapatinhos de dez para as duas e umas mãos que lhe puxam as calças, risada total e antes das três no quarto do hotel o Pierre lançado , eu a Ipiranga; Nova Iorque em baixo, em cima , dentro, ai, fora, cócegas nas costas e risos, risos e mãos nos lençóis, o avião a ouvir-se, o Pierre a despedir-se ao lado da asa com aqueles dedos mágicos que acertam em todas as teclas sem errar nenhuma, e eu,aqui, a desejar a desejar em frente a um pacóvio de calças em baixo :
- Por favor, dêem-me um outro avião! preciso de voos , novos voos .
- O teu pai é ladrão? só pode! roubou o brilho das estrelas para o pôr nos teus olhos
Ah , ah, soltei uma gargalhada imensa , ah, ah, sim, pois claro.Virei.me , indiferente, inquieta o deixei, pendurado nos seus olhos lá estavam os sonhos dele , a mim, deitadinha , um corpete preto, uns seios arredondados e arrozados, um perfume no rio do meu peito, uma nascente mais abaixo, um ceú mais acima, sonha. Sonha alto o pacóvio português com a literatura mais barata que se esconde atrás das prateleiras dos super mercados. Ao que parece o August fugiu, ele uma prateleira, e mais um ármario, ambos iriam ser felizes e defronte de mim, triste sina esta,
- « estás presa esta noite. Acusação? o de invadires os meus sonhos. »
Farta dele, farta de tudo, farta do champanhghe que nunca mais chega, farta do August que partiu com o ármario e com o seu belo Cupra metalizado! Fecho a tampa do piano! agarro-lhe na gravata, puxo-a , junto dos meus lábios, lábio com lábio, a plateia , ansiosa, passo-lhe a língua pelo nariz fungoso pelos lábios macilentos um toque do saxofone e dou uso ao copo do champagne que lhe acenta que nem um chapéu e este filme daria um título O Pacman et Mia love, je n'e connais pas le fin , mas agrada-me mais os lábios macilento ,
- Então
que bem me pareciam na altura, melhores agora, o hábito faz o monge, reza o ditado, o hábito de soprar parece fazer milagres e desentupir as artérias e pôr a banda inteira em delírio para quem ouve , a contar do rés-de-chão, até ao sétimo andar, que eu gosto de escalas , para cima e para baixo apazigua-me, agrada-me correr , uma por uma, secção por secção, enquanto o pacóvio se torna a chacota dos amigos pacóvios
- Então!?
com o beicinho de fora , ah, quem me dera o Pierre da Noite passada. Saltou-me a janela , maldita criatura que me apetece agarrar e levar para casa, prênde-lo a cama e dizer-lhe « agora não sais daí» e tê-lo só para mim. Desabotoou-me o emaranhado soutien , enquanto me descobria os seios os seus olhos eram um barbeque e eu no espeto « seu louco!» ai, que saudades do Pierre. Saltou a janela, às 5 da manhã com o ladrar dos cães até que veio o pastor , « Malandro soltou-se ! » rasgou-lhe as calças e o cu de fora enquanto corria para o Audi , estacionado junto a uma pequena árvore, agonia total para a criaturinha! O pacóvio a exibir os seus sapatinhos de dez para as duas e umas mãos que lhe puxam as calças, risada total e antes das três no quarto do hotel o Pierre lançado , eu a Ipiranga; Nova Iorque em baixo, em cima , dentro, ai, fora, cócegas nas costas e risos, risos e mãos nos lençóis, o avião a ouvir-se, o Pierre a despedir-se ao lado da asa com aqueles dedos mágicos que acertam em todas as teclas sem errar nenhuma, e eu,aqui, a desejar a desejar em frente a um pacóvio de calças em baixo :
- Por favor, dêem-me um outro avião! preciso de voos , novos voos .
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