Era para hoje, era para segunda, era para terça, quarta e 3 da tarde e nada. Sacana, não me ligou. O Audi, estacionado como a dizer-me « monta-me» e eu o montava montava e desmontava malas nas malas e mais malas nas malas e umas palavras a sairem como bebericos a fecharem a porta , bochechudo, e sai o desgraçado.
Três da tarde, o sol a despertar as meninas da varanda em frente, que se delicíam ao redor da piscina, um polegar na porta, um dedo, uma campainha, uma hesitação, desperta para fora, como que curiosa e um espanto meu
- pequena
O som da campainha a tirar-me dos devaneios da tarde. As meninas a passarem as toalhitas pelo corpo arrepiado , eu a sair, um olho como lupa a espreitar pela azeitona da porta, e do outro lado , flores, umas amarelas, umas rosas, deste lado, que energúmeno. Um chocalhar e
ah, sim. A mesa de vidro , oriental , o tapete persa, meu deus, que noite aquela na tenda do gato de turbante; no reflexo do vidro da mesa,um maço. Hum, mexo os lábios, língua, vou directa ao fecho Zás!! espanto meu, quando a criatura a tira
- pequena!
Pequena pauta, um Lá demasiado dobrado, passo a língua pela métrica, é uma nota musical demasiado breve, demaisiado Mi, este não tem nada a ver com o baterista de noventa seis. Baterista , diz-me a criatura. Peço-lhe que me mostre as baquetes, « nem imaginas o estrondo que isto faz» diz-me, senta-se na cadeira, senta-me com ele, e eu com ele, mete-me as mãos, um arrepio me corre na espinha, em frente a menina dos arrepios na piscina , com os cabelos loiros a a beijarem as costas, e aqui, o atrevido , a ajeitar-se e eu a sentir as vibrações aumentarem, a batida a se iniciar, a baquete a cair para o chão, e foi mesmo ali. Um batedor, um conhecedor do terreno e das cúpulas,desgraçado, miserável, e pus as mãos no Ton, a perna no Surdo, e soava , soava ...O ceú, azul, limpo de qualquer nuvem, o sol a incendeiar-se em cima, abro os olhos com a água da piscina a refrescar-me o corpinho de avelã.
Afinal, ainda dizem não haver orgasmos de sonho.
Pequena pauta, um Lá demasiado dobrado, passo a língua pela métrica, é uma nota musical demasiado breve, demaisiado Mi, este não tem nada a ver com o baterista de noventa seis. Baterista , diz-me a criatura. Peço-lhe que me mostre as baquetes, « nem imaginas o estrondo que isto faz» diz-me, senta-se na cadeira, senta-me com ele, e eu com ele, mete-me as mãos, um arrepio me corre na espinha, em frente a menina dos arrepios na piscina , com os cabelos loiros a a beijarem as costas, e aqui, o atrevido , a ajeitar-se e eu a sentir as vibrações aumentarem, a batida a se iniciar, a baquete a cair para o chão, e foi mesmo ali. Um batedor, um conhecedor do terreno e das cúpulas,desgraçado, miserável, e pus as mãos no Ton, a perna no Surdo, e soava , soava ...O ceú, azul, limpo de qualquer nuvem, o sol a incendeiar-se em cima, abro os olhos com a água da piscina a refrescar-me o corpinho de avelã.
Afinal, ainda dizem não haver orgasmos de sonho.

